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História

Batalha dos Aflitos: a história completa do jogo em que o Grêmio venceu com sete

Em 26 de novembro de 2005, em Recife, o Tricolor teve quatro expulsos, viu Galatto defender um pênalti e ganhou a Série B com gol de Anderson

História: Batalha dos Aflitos: a história completa do jogo em que o Grêmio venceu com sete

O Grêmio venceu o Náutico por 1 a 0 em 26 de novembro de 2005, no estádio dos Aflitos, em Recife, com apenas sete jogadores em campo. A vitória, na última rodada do quadrangular final da Série B, deu ao clube o título da competição e a volta à primeira divisão. O jogo entrou para a história como a Batalha dos Aflitos.

Foram dois pênaltis contra, quatro expulsões, uma paralisação de mais de 20 minutos e um gol em contra-ataque. A seguir, o contexto, o passo a passo e o que aquela tarde deixou para o clube.

Contexto: o Grêmio na Série B de 2005

O Tricolor estava na segunda divisão porque tinha caído no Brasileiro de 2004. Foi o segundo rebaixamento da história do clube: o primeiro veio em 1991, e haveria um terceiro em 2021.

A pressão não era só esportiva. Segundo a Wikipédia, as finanças estavam tão frágeis que um fracasso na Série B poderia levar o clube à falência. O técnico era Mano Menezes.

O quadrangular final: quem precisava de quê

A Série B de 2005 terminou num quadrangular entre Grêmio, Santa Cruz, Náutico e Portuguesa, que valia as vagas na elite. Antes da última rodada, a classificação era esta, segundo a Wikipédia:

PosTimePontosSaldo
1Grêmio9+3
2Santa Cruz7-2
3Náutico6+1
4Portuguesa5-2

O empate bastava para o Grêmio subir, e a vitória garantia o título. O Náutico, por sua vez, só subia se vencesse. No outro jogo do dia, o Santa Cruz bateu a Portuguesa por 2 a 1 e confirmou o acesso.

O jogo: dois pênaltis, quatro expulsões e 71 segundos

Os Aflitos estavam lotados. A Wikipédia registra público de 29.891 pessoas. O árbitro era Djalma Beltrami, do Rio de Janeiro, e o Náutico era dirigido por Roberto Cavalo.

Primeiro tempo: a bola na trave

O Náutico teve a primeira grande chance num pênalti. Aos 31 minutos, segundo a Gazeta Esportiva e o Diario de Pernambuco, Bruno Carvalho cobrou e acertou a trave. O placar seguiu zerado até o intervalo.

Segundo tempo: o caos

Na etapa final, Escalona foi expulso, e o Grêmio passou a jogar com dez. O minuto da expulsão varia na própria Wikipédia: o texto fala em 30 minutos do segundo tempo, e a ficha, em minuto 78 de jogo.

Por volta dos 34 ou 35 minutos do segundo tempo, Beltrami marcou o segundo pênalti para o Náutico. Segundo a Wikipédia, a bola bateu no cotovelo do gremista Nunes, e o árbitro entendeu que houve toque de mão. Os gremistas cercaram o árbitro, e a confusão terminou com mais três expulsões: Nunes, Patrício e Domingos. Segundo a Wikipédia, Domingos foi expulso por tirar a bola das mãos do juiz.

A partida ficou parada por muito tempo. Os números variam: a Gazeta Esportiva fala em 25 minutos, o Lance! em cerca de 27, e a Wikipédia em mais de 20.

A defesa de Galatto e o gol de Anderson

Quando o jogo recomeçou, Ademar foi para a cobrança e o goleiro Galatto defendeu. O Náutico também teve um jogador expulso, o capitão Batata, segundo a Gazeta Esportiva e a ficha da Wikipédia, e a partida terminou com dez contra sete.

Na sequência, o Grêmio puxou um contra-ataque, e o jovem Anderson disparou sozinho para fazer o gol. Pela conta da Wikipédia, foram 71 segundos entre a defesa e o gol.

Mano, Galatto e Lucas Leiva: os personagens

Mano Menezes também era o técnico na final da Libertadores de 2007, perdida para o Boca Juniors por 5 a 0 no agregado. Ele voltou ao Grêmio em abril de 2025 e saiu em dezembro daquele ano, quando a nova gestão decidiu não renovar o contrato.

Galatto ficou marcado pela defesa decisiva, e Anderson, pelo gol do título. No banco daquela tarde estava também um jovem Lucas Leiva, que entrou no lugar de Ricardinho, segundo a escalação publicada pela Gazeta Esportiva.

O legado: livro, documentário e o apelido de Imortal

A partida virou livro e filme já em 2006. O Lance! lembra o livro-reportagem 71 Segundos – O Jogo de Uma Vida e o documentário Inacreditável – A Batalha dos Aflitos. O mesmo texto trata o jogo como marco da reconstrução do clube depois do rebaixamento de 2004.

O episódio também é ligado ao apelido do clube. Segundo a Jovem Pan, o nome Imortal Tricolor ganhou força depois dos Aflitos. Mas essa não é a única versão para a origem do apelido, como explicamos em de onde vem o apelido Imortal Tricolor.

O título da Série B de 2005 aparece na lista completa de títulos do Grêmio, e a trajetória do clube de 1903 até hoje está na página de história do Grêmio.

A volta aos Aflitos em 2022

A história teve um segundo capítulo 17 anos depois. Rebaixado em 2021, o Grêmio voltou aos Aflitos em 23 de outubro de 2022 e venceu o Náutico por 3 a 0, resultado que garantiu matematicamente o acesso, ainda com dois jogos por disputar.

Bitello fez dois gols, o primeiro aos 26 minutos do primeiro tempo. O outro foi de Lucas Leiva, confirmado pelo VAR depois de o assistente marcar impedimento. O site oficial chamou Leiva de figura conhecida da Batalha dos Aflitos. O técnico era Renato Portaluppi, hoje em sua quinta passagem pelo clube.

O Grêmio terminou aquela Série B como vice-campeão, 13 pontos atrás do campeão Cruzeiro.

Por que a Batalha volta à conversa em 2026

Em outubro de 2026, o Grêmio briga outra vez contra o rebaixamento. Depois do Gre-Nal 455, o time aparecia em 18º lugar, com 31 pontos, dentro do Z-4, segundo o Lance!. A situação atualizada está na tabela do Brasileirão.

Os Aflitos não ganham jogo em 2026, mas lembram ao torcedor que o clube já saiu de situações piores. A diferença é que, desta vez, a meta é evitar a queda, e não sair da Série B.

Perguntas frequentes

O que foi a Batalha dos Aflitos?

Foi o jogo Náutico 0 x 1 Grêmio, em 26 de novembro de 2005, nos Aflitos, em Recife. A vitória deu ao Grêmio o título da Série B e a volta à primeira divisão, com o time terminando a partida com sete jogadores.

Quem fez o gol do Grêmio na Batalha dos Aflitos?

Anderson, em contra-ataque, pouco depois de o goleiro Galatto defender o pênalti cobrado por Ademar.

Quem era o técnico do Grêmio na Batalha dos Aflitos?

Mano Menezes. O árbitro da partida foi Djalma Beltrami, do Rio de Janeiro.

Quantos jogadores do Grêmio foram expulsos nos Aflitos?

Quatro: Escalona, Nunes, Patrício e Domingos. O Náutico também teve um expulso e terminou com dez.

Fontes e referências

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